caveiras contadoras

domingo, 22 de dezembro de 2013

A VERDADE SOBRE O NATAL

Origem da tradicional árvore está distante da Igreja Católica

Ávore de Natal tem origem em costumes pagãos / Lia Koltyrina/Shutterstock

Pensar na noite de Natal quer dizer família reunida, presentes, uma gostosa ceia e, claro, uma bonita Árvore de Natal. O tradicional pinheiro, sendo ele natural ou não, é um item indispensável para qualquer tipo de comemoração do nascimento de Jesus Cristo, mas, por incrível que pareça, a sua origem está distante da Igreja Católica. Três mil anos antes do salvador católico nascer, civilizações antigas que habitavam a Europa e a Ásia já consideravam as árvores divinas. Eles a cultuavam e faziam festivais para elas, associando-as a entidades mitológicas. Para os egípcios, o cedro era o símbolo do grande deus Osíris, enquanto que, para os gregos, o loureiro era de Apolo e a azinheira, de Zeus. Os próprios pinheiros estavam intensamente presentes nos mitos religiosos dos pagãos dos países bálticos, que cortavam a árvore, levavam para suas casas e a enfeitavam. Segundo algumas interpretações, a Árvore de Natal como conhecemos apenas surgiu no século XVIII, quando o monge beneditino São Bonifácio tentou acabar com as crenças pagãs associando o pinheiro ao nascimento de Cristo na Europa. O formato triangular da árvore é associado à Santíssima Trindade, enquanto que suas folhas resistentes representam a força de Jesus.




Yule - Celebraçaõ Wicca




Primeiro dia do inverno (Solstício do Inverno), no Hemisfério Sul, ocorre no dia 21/Jun às 02h45min (Horário de Brasília). Também conhecido como Natal, Ritual de Inverno, Meio do Inverno, Yule e Alban Arthan, o Sabbat do Solstício do Inverno é a noite mais longa do ano, marcando a época em que os dias começam a crescer, e as horas de escuridão a diminuir. é o festival do renascimento do sol e o tempo de glorificar o Deus. (O aspecto do Deus invocado nesse Sabbat por certas tradições wiccanas é Frey, o deus escandinavo da fertilidade, deidade associada à paz e à prosperidade.) São também celebrados o amor, a união da família e as realizações do ano que passou. Nesse Sabbat os Bruxos dão adeus à Grande Mãe e bendizem o Deus renascido que governa a "metade escura do ano". Nos tempos antigos, o Solstício do Inverno correspondia à Saturnália romana (17 a 24 de dezembro), a ritos de fertilidade pagãos e a vários ritos de adoração ao sol. Os costumes modernos que estão associados ao dia cristão do Natal, como a decoração da árvore, o ato de pendurar o visco e o azevinho, queimar a acha de Natal, são belos costumes pagãos que datam da era pré-cristã. (O Natal, que acontece alguns dias após o Solstício de Inverno e que celebra o nascimento espiritual de Jesus Cristo, é realmente a versão cristianizada da antiga festa pagã da época do Natal.) A queima da acha de Natal originou-se do antigo costume da fogueira de Natal que era acesa para dar vida e poder ao sol, que, pensava-se, renascia no Solstício do Inverno. Tempos mais tarde, o costume da fogueira ao ar livre foi substituído pela queima dentro de casa de uma acha e por longas velas vermelhas gravadas com esculturas de motivos solares e outros símbolos mágicos. Como o carvalho era considerado a árvore Cósmica da Vida pelos antigos druidas, a acha de Natal é tradicionalmente de carvalho. Algumas tradições wiccanas usam a acha de pinheiro para simbolizar os deuses agonizantes Attis, Dionísio ou Woden. Antigamente as cinzas da acha de Natal eram misturadas à ração das vacas, para auxiliar numa reprodução simbólica, e eram espargidas sobre os campos para assegurar uma nova vida e uma Primavera fértil. Pendurar visco sobre a porta é uma das tradições favoritas do Natal, repleta de simbolismo pagão, e outro exemplo de como o Cristianismo moderno adaptou vários dos costumes antigos da Religião Antiga dos pagãos. O visco era considerado extremamente mágico pelos druidas, que o chamavam de "árvore Dourada". Eles acreditavam que ela possuía grandes poderes curadores e concedia aos mortais o acesso ao Submundo. Houve um tempo em que se pensava que a planta viva, que é na verdade um arbusto parasita com folhas coriáceas sempre verdes e frutos brancos revestidos de cera, era a genitália do grande deus Zeus, cuja árvore sagrada é o carvalho. O significado fálico do visco originou-se da idéia de que seus frutos brancos eram gotas do sêmen divino do Deus em contraste com os frutos vermelhos do azevinho, iguais ao sangue menstrual sagrado da Deusa. A essência doadora de vida que o visco sugere fornece uma substância divina simbólica e um sentido de imortalidade para aqueles que o seguram na época do Natal. Nos tempos antigos, as orgias de êxtase sexual acompanhavam freqüentemente os ritos do deus-carvalho; hoje, contudo, o costume de beijar sob o visco é tudo o que restou desse rito. A tradição relativamente moderna de decorar árvores de Natal é costume que se desenvolveu dos bosques de pinheiro associados à Grande Deusa Mãe. As luzes e os enfeites pendurados na árvore como decoração são, na verdade, símbolos do sol, da lua e das estrelas, como aparecem na árvore Cósmica da Vida. Representam também as almas que já partiram e que são lembradas no final do ano. Os presentes sagrados (que evoluíram para os atuais presentes de Natal) eram também pendurados na árvore como oferendas a várias deidades, como Attis e Dionísio. Outro exemplo das raízes pagãs das festas de Natal está na moderna personificação do espírito do Natal, conhecido como Santa Claus (o Papai Noel) que foi, em determinada época, o deus pagão do Natal. Para os escandinavos, ele já foi conhecido como o "Cristo na Roda", um antigo título nórdico para o Deus Sol, que renascia na época do Solstício de Inverno. Colocar bolos nos galhos das macieiras mais velhas do pomar e derramar sidra como uma libação consistiam num antigo costume pagão da época do Natal praticado na Inglaterra e conhecido como "beber à saúde das árvores do pomar". Diz-se que a cidra era um substituto do sangue humano ou animal oferecido nos tempos primitivos como parte de um rito de fertilidade do Solstício do Inverno. Após oferecer um brinde à mais saudável das macieiras e agradecer a ela por produzir frutos, os fazendeiros ordenavam às árvores que continuassem a produzir abundantemente. Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Solstício do Inverno são o peru assado, nozes, bolos de fruta, bolos redondos de alcaravia, gemada e vinho quente com especiarias. Incensos: louro, cedro, pinho e alecrim. Cores das velas: dourada, verde, vermelha, branca. Pedras preciosas sagradas: olho-de-gato e rubi. Ervas ritualísticas tradicionais: louro, fruto do loureiro, cardo santo, cedro, camomila, sempre-viva, olíbano, azevinho, junípero, visco, musgo, carvalho, pinhas, alecrim e sálvia.

 . Fonte: 'Wicca - A Feitiçaria Moderna', de Gerina Dunwich

Um comentário:

  1. Oséas, Boa noite...

    Mais correto, é dizer que os cristãos usaram uma festa pagã, e a cristianizaram. A doutrina católica não afirma que Jesus nasceu na noite do dia 24, para o dia 25 de Dezembro, como também nunca disse que tinha olhos azuis, etc...Esse post, baseado num livro esotérico, deu-me a impressão - não sei se essa é a sua intenção - de estar se afirmando que a Igreja engana as pessoas sobre o Natal. a Igreja comemora o Nascimento de Cristo e a data foi tirada de uma tradição pagã, sim..Pode-se dizer que a Igreja procurou sufocar tais costumes pagãos, que incluíam sacrificar pessoas e pendurar seus pedaços de corpos em árvores. Hoje se procura sufocar o cristianismo, afirmando que um ovo de tartaruga vale mais que um embrião humano. Faça suas reflexões... Eu também tenho um Blog, e este ano, resolvi escrever um Conto de Natal. Seja bem vindo: Abraço. Eduardo.

    http://algosolido.wordpress.com/2013/12/20/a-pequena-loja/

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