caveiras contadoras

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Tesouro de família aristocrata encontrado em São Petersburgo


Os aparelhos encontrados numa sala secreta entre o segundo e terceiro andar do edifício estavam cuidadosamente embrulhados em jornais de 1917 e impregnados de vinagre para protegê-los contra oxidação.

“São louças e talheres para jantares de gala, é fantástico! Nunca havíamos encontrado nada parecido”, diz Vladislav Kirillov, diretor do departamento de preservação dos bens de valor cultural e histórico do Ministério do Interior em São Petersburgo e região de Leningrado.


Como a maioria dos objetos achado apresenta o brasão dos duques Naríchkin, os cientistas concluíram que o tesouro pertencia a essa família de aristocratas russos.


O tesouro encontrado no solar dos Naríchkin surpreendeu também os experientes especialistas do Museu Hermitage.


Segundo Marina Lopato, chefe do departamento de artes aplicadas da Europa Ocidental do Hermitage, os objetos seriam muito caros até mesmo para os padrões da época e deveriam fazer parte do acervo permanente de museus.


Salas secretas são típicas das casas históricas de estilo barroco. “A moda de fazer esconderijos e criar mecanismos secretos chegou à Rússia no século 18”, explica Ekaterina Staniukóvitch-Denísova, especialista em história de arquitetura e professora associada do departamento de história e arte russa da Universidade de São Petersburgo.


Valor do tesouro

“Pelas fotos dos objetos, posso dizer que alguns deles eram peças de um aparelho complexo. Portanto, o valor dos achados deve aumentar pelo menos 20%”, disse Svetlana Tchestníkh, perita da Casa Russa de Leilões, à agência Ria Nóvosti.

Uma vez que os artigos exibem o brasão de uma família nobre, seu valor aumentará mais 30% em relação aos demais objetos semelhantes em circulação no mercado. “Esses itens têm grande valor artístico, portanto, sorte do museu que os tiver em seu acervo”, disse.

Segundo a especialista, será necessário pelo menos um mês para analisar o tesouro encontrado, pois cada peça deve ser avaliada separadamente. “Os objetos encontrados são verdadeiras preciosidades do século 19”, completou.


O verdadeiro guardião

Entre as peças do tesouro foi encontrada uma licença do quartel expedida em nome do cadete da Escola Imperial de Direito, Serguêi Sómov, datada de 28 de maio de 1908.
A mansão dos Naríchkin está localizada no centro de São Petersburgo. Na década 50 do século 18, esse mesmo edifício era ocupado por duas casas, das quais uma pertencia ao bisavô africano do grande poeta russo Aleksandr Púchkin, Abram Gannibal.

Os dois prédios foram unidos e transformados em uma só casa pelo arquiteto Lehmann em 1832. Três anos depois, o casarão foi comprado pelo duque Vassíli Naríchkin e reconstruído a seu pedido pelo arquiteto Goedicke
Também com o mesmo nome foi encontrado um comprovante da condecoração do major de cavalaria com a ordem da Águia Branca, datado de 20 de outubro de 1915.

“Talvez o tenente Sómov fosse um parente distante dos Naríchkin e guardião do tesouro depois que a família abandonou São Petersburgo”, informou em um comunicado o Comitê de Supervisão, Utilização e Proteção dos Monumentos (CCUPM).

Segundo a entidade, entre os objetos encontrados há vários conjuntos de talheres de prata produzidos por mestres russos e europeus, provavelmente encomendados pelos Naríchkin.

Tesouro sem destino

O representante da Casa Imperial dos Romanov na Rússia, Ivan Artsichévski, disse à Ria-Nóvosti que, segundo informações concedidas pelo serviço de emigração, o descendente mais próximo e autêntico dos Naríchkin vive atualmente na França.

“Sua avó nasceu Naríchkin”, disse Artsichévski, supondo que, após a notícia do tesouro, um grande número de pessoas com o mesmo sobrenome surjam na Rússia e no exterior para reclamar a herança.

No entanto, Artsichévski não se apressou em dizer que o Naríchkin da França irá assumir tal postura. A decisão de quem ficará com o tesouro, seja o Estado ou o eventual herdeiro, continua em aberto.

Svetlana Tchestníkh duvida de que possíveis herdeiros venham a contestar seus direitos. “Creio que o tesouro irá parar em um dos museus de São Petersburgo para integrar uma exposição permanente”, conta.

Um comentário:

  1. graças a Deus que fi lá se fosse aqui, ou ia ,pra alguma ilha fiscais,onde nossos , políticos da extirpe , mandariam, ou se transformar em impostos ,pra colocar a mão afinal, ñ temos bens, dinheiro público e nem história ainda tamos na era na colonização nas mãos de partidos com seus ilustres, envolvido em crime, Deus salve a Russia , porque aqui o diabo já cuida ...

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