caveiras contadoras

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Lilith parte 3

- O poder primordial do feminino…




Lilith, intimamente associada aos Vampiros e às bruxas, é um espectro que paira sobre a religião judaica. No ato sexual ela ficava por cima de Adão, e não quis ser subjugada pelo macho, daí sua revolta.



Este fato retrata, talvez, a transição, dos cultos a Deusa para o Deus judaico, de uma sociedade agrária ou coletora para uma pastoril.


Este fato se repetiu inúmeras vezes pelo mundo (com isso não estou falando de sua existência objetiva, mas sim subjetiva, mas com exteriorizações).


Lilith, em sua origem, deve ter sido um arquétipo da grande deusa mãe, que tentou resistir a invasão do patriarcado. Possivelmente Abel, o pastor, foi sacrificado a esta grande mãe.



Mas as coisas não foram tão fáceis para os pastores patriarcais. Muitas mulheres judias ficaram fascinadas pelo culto à grande mãe. Um bom exemplo é a história de Sodoma e Gomorra.


Lot foi expulso da cidade, vejam esta passagem: “o povo de Sodoma cercou a casa de Lot, do mais velho ao mais jovem. E eles proferiram: que se vá embora, um estranho, que veio morar conosco e agora quer ser um juiz?”. Com isso fica claro que eles não eram judeus (os habitantes de Sodoma), e que a alegoria da conversa entre Lot e Deus é um acréscimo posterior.


A parte mais curiosa tem a ver com a mulher de Lot, que não quis acompanhá-lo, pois possivelmente preferiu ficar com o culto à Grande Deusa. Ou seja, a história de virar uma estátua de sal é mais uma alegoria. Lot afogou suas mágoas com as duas filhas em uma relação incestuosa.



O nome Lilith vem da Mesopotâmia, encontrada nas civilizações sumeriana, acadiana e babilônica, onde há várias divindades nas quais ocorre o fragmento “lil” como, por exemplo, os deuses Nilil, Enlil entre outros.


                                            Enlil 

Belit-ili, Lillake, a cananéia Baalat, a Divina Senhora são alguns de seus nomes. Nas representações mais antigas de Lilith ela aparece como Lilake (cidade de UR 2000 A. C).


                               Baalat
 Lilith está intrinsecamente associada à coruja, sendo representada como uma mulher sedutora, torneada, de seios bem formados e suculentos, uma yoni* (Nota: vagina) que exala o perfume do amor, com pés de coruja e asas.


Na literatura hebraica, ela é a primeira mulher de Adão. Ao que tudo indica para a cabala, (Zohar) o deus judaico criou Lilith e Adão como gêmeos. Ela queria igualdade para com ele, mas lhe foi negada. Ela não se subordina a Adão, e consequentemente incorre na ira do deus.


             Lilith e Adão
 Ela foge para o Mar Vermelho e, com Samael, cria uma infinidade de seres demoníacos, que juraram atacar a raça humana (fruto da união de Adão e Eva).



Uma lenda islâmica atribui a ela a origem dos Djinn (gênios), seres de fogo que vivem nos espaços entre mundos.


                                               Djinns

 Ela era a responsável pela morte de crianças, esterilidade e pelo aborto. Também é sua característica a sedução sexual.



Surge no meio da noite, trazendo sonhos eróticos carregados de emoção, e os homens são as principais vítimas. Quando despertam, se dão conta do vulto monstruoso pousado sobre seu peito e pronto a absorver o esperma fruto da ereção.


A morte, a loucura e a depressão são os resultados desta visita.

 Texto extraído do livro: “Vampiros”

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