caveiras contadoras

domingo, 13 de janeiro de 2013

Fantasmas assombram construções históricas do Rio




Coração financeiro do Rio, o centro da cidade pulsa acelerado. Ao longo de todo o dia, carros e ônibus cortam as ruas e milhares de pessoas caminham pelas calçadas de pedras portuguesas. Mas, quando a noite cai, o cenário fica diferente. Segundo relatos históricos, personagens assombrosos surgem na madrugada em prédios seculares da região. A Cinelândia e a Praça 15 são as moradias preferidas de fantasmas famosos. O sucesso das supostas aparições é tanto que tem atraído turistas de todo o mundo. Há 30 anos guiando gringos e brasileiros, o historiador Carlos Roquette conta que muita gente desembarca no Rio em busca de roteiros pouco convencionais. Com isso em mente, montou um tour que inclui os “contos do além”. Os relatos misturam o fantástico a histórias do Rio dos séculos 18 e 19. — Eu faço todos os roteiros pelo centro, Cristo Redentor, Pão de Açúcar, etc. Mas tem gente que busca coisas específicas, diferentes, como almas penadas. A igreja e o convento do Carmo, o Theatro Municipal e até a Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) guardam “causos” assustadores. Em geral, segundo Roquette, os fantasmas ilustres da noite carioca - que vão desde Tiradentes à esposa traída de Dom Pedro 1º - levaram mágoas e desilusões para o túmulo. Conheça as histórias e veja os "locais mal assombrados".

 O fantasma de Tiradentes




Líder da Inconfidência Mineira, movimento que lutou contra o domínio português no Brasil, Joaquim José da Silva Xavier foi enforcado em 21 de abril de 1792 por ordem da Coroa. Mais de 200 anos depois, o fantasma de Tiradentes vaga pelos extensos corredores da Alerj, ao lado da Praça 15, segundo dizem funcionários. O prédio, que ganhou o nome de Palácio Tiradentes, foi construído no terreno onde ficava a Cadeia Velha, última morada do inconfidente.

 Leopoldina, a mulher traída de Dom Pedro 1º




Em 1817, a igreja da Ordem Terceira do Carmo, em frente à Praça 15, foi palco do casamento da Imperatriz Leopoldina com Dom Pedro. Apesar dos sete filhos, a relação passou longe de ser uma grande história de amor. Nove anos após o matrimônio e humilhada pelas sucessivas traições, ela morreu por complicações de um aborto, enquanto o marido passava uma temporada em Portugal. A lenda diz que a mágoa e o rancor acumulados nos anos ao lado de Dom Pedro foram levados para o túmulo. Seria esse o motivo de Dona Leopoldina assombrar até hoje a igreja do casamento e o local onde morou no Brasil, o Palácio São Cristóvão — onde atualmente funciona o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista (zona norte).

 Dona Maria, a louca






Vizinho à Igreja de Nossa Senhora do Carmo, o convento do Carmo foi confiscado em 1808 com a chegada da Corte portuguesa ao Rio de Janeiro. O prédio comprido no número 101 da avenida 1º de março foi moradia da rainha de Portugal, que ficou famosa como Dona Maria, a louca. O apelido, foi fruto dos devaneios e surtos causados pela doença mental que a acompanhou nos últimos anos de vida. Isolada, sofrida e fora de si, ela morreu em 1816, aos 81 anos, em sua primeira e única casa brasileira. Hoje, há relatos de que a alma de Maria 1ª perambule pelo velho convento, no qual foi pregada a placa que resume sua estadia em terras cariocas: “Pelas janelas deste prédio faziam-se ouvir as manifestações de demência da rainha-mãe”.

 Theatro Municipal




O Theatro Municipal, maior referência da praça da Cinelândia, abriga três fantasmas, segundo conta Carlos Roquette. O mais famoso é o de Arthur Azevedo, jornalista e teatrólogo que lutou pela construção do prédio. Seria ele o responsável pelo discurso de inauguração, em 1909. No entanto, sua morte, um ano antes, mudou os planos. A honra das primeiras palavras do novo teatro coube ao amigo Olavo Bilac, um dos maiores poetas do País. Desde então, o espírito de Arthur sobe ao palco toda madrugada para fazer o discurso interrompido pela morte. Outros relatos dão conta de uma cantora de ópera com cabelos desgrenhados, que solta a voz nos parapeitos do teatro. Por lá vaga também a alma de um violinista morto a tiros por um maestro dentro do prédio.

 A alma da Mãe do bispo




Paralelo ao Theatro Municipal, na esquina das ruas Evaristo da Veiga e Treze de Maio, o prédio amarelado, onde hoje funciona uma agência bancária, era residência de Ana Teodoro Ramos Mascarenhas, mãe do bispo José Justino Mascarenhas. Em meados do século 18, o endereço era o local escolhido para pessoas desabafarem seus problemas. Diziam que Dona Ana escolhia as histórias que mais lhe agradavam e pedia ajuda ao filho — à época, os bispos representavam grande poder. Surgiu daí a expressão “vá se queixar com a mãe do bispo”. Ana Teodoro morreu no início do século 19, mas há quem diga que já esbarrou com ela debruçada sobre as janelas, como se ainda esperasse pelas lamúrias do povo. Freiras e funcionários


"fantasmas" da Câmara




Ainda na Cinelândia, o prédio onde funcionava o antigo Cinema Pathe foi erguido no terreno que abrigava o Convento da Ajuda. Entre 1750 e 1910, o local acolhia freiras que faziam doces para vender. Expulsas após a demolição, as “irmãs” voltaram para assombrar a antiga habitação, diz o historiador. O banheiro masculino, à direita da recepção, é o principal alvo. A alguns metros dali fica a Câmara dos Vereadores do Rio, erguida em 1923 e onde há inúmeros relatos de ex-funcionários "fantasmas" que passeiam pelos corredores.

 Fonte: R7

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