caveiras contadoras

terça-feira, 23 de outubro de 2012

No Alojamento do Quartel

O que irei contar a voces aconteceu ano passado (2011). Sou Militar do Exercito, trabalho e moro em Manaus; tenho 20 anos e já presenciei fatos sobrenaturais como descrevi no relato "Passos em um Sitio" Em meados de novembro de 2011, estava de serviço no quartel onde sirvo, que por sinal lá se ouve muitas histórias de assombração, visagens e coisas do tipo, e o posto de sentinela fica relativamente longe do alojamento da guarda, mais ou menos 10 a 12 min. de caminhada, o posto é bastante isolado, fica entre um galpão imenso e a mata. Todo mundo tem medo de ficar de serviço lá porque não tem iluminação. Para o meu azar, tive que pegar esse posto. já havia tirado serviço lá, mas com receio, e nunca tinha acontecido nada. Já era umas 23:00 e estava tudo muito tranquilo, nem lembrava mais das 'histórias' que aconteciam lá, até que ouvi um assobio como se alguém tivesse me chamado. Fui até o galpão pra ver quem tinha assobiado. Mesmo sem saber da onde veio o assobio, procurei por todos os cantos, mas não vi ninguem, então veio um medo imenso. Meu Fuzil não valia mais de nada aquela altura, e tive que voltar pro meu posto pra não deixar abandonado, me senti vulneravel a qualquer coisa naquela escuridão, até que eu tentei pensar em outra coisa e comecei a cantar baixinho e fui andando pra longe da escuridão, e do nada escutei de novo o assobio, só que vindo do escuro. Eu parei, olhei pra traz e o meu coração ja estava a mil, e assobiaram de novo. Dai eu abandonei meu posto e fui para o poste mais proximo, e fiquei de lá observando o posto, até que passou uns 20 a 30 min. e vieram trocar o sentinela, e eu fui para o alojamento descançar, e fiquei pensando nisso até pegar no sono. Logo após dormir, senti uma mão pegando no meu cuturno (bota), tentei ver quem era, mas não consegui me mexer, e a mão ia subindo me apalpando até chegar nas minhas mãos, eu só conseguia abrir os olhos tava com muito medo tentava gritar e não conseguia, como estava escuro o alojamento, apenas consegui ver um vestido preto. Era uma mulher que tinha o cabelo encaracolado. Ela abaixou e falou no meu ouvido umas palavas estranhas, uma língua diferente, e continuava segurando minhas mãos. Eu estava desesperado, querendo gritar pra chamar alguém, mas não conseguia. Tudo que eu queria falar ficava entalado na minha garganta, e a mulher falava bem baixinho. Ela demorou um pouco falando no meu ouvido, até que ela falou algo que eu entendi, ela falou bem assim... ... E você que veio do escuro... e é você que vai pro escuro de novo... você vai pra guerra... Dai ela continuou falando uma língua estranha. Eu fazia de tudo pra gritar, mas não conseguia, o maximo que eu podia fazer é olhar para o alojamento que estava escuro, mas eu conseguia ver todo mundo dormindo e a mulher na minha frente. Até que ela solta minha mão, olha em direção a porta e se levanta, pois estava meio encurvada (eu dormia num triliche na cama do meio), e sai bem devagarzinho, de ponta de pé, como se fosse fazer barulho e some. Dai eu vi as luzes se acendendo e o Cabo da guarda entrando no alojamento e indo dormir, mas mesmo assim não consegui me mexer. Fui me mexer pouco tempo depois. Então eu levantei assustado com que tinha acontecido e fui lá fora tomar uma água, e vi o pessoal conversando e contei pra eles o que tinha acontecido. Alguns falavam que era só pesadelo, outros acreditaram, outros fizeram piadinhas, e voltei pro alojamento pra dormir, me deitei na cama com medo de que ela voltaria. Então, quando vi, já estava quase dormindo, quando senti uma mão no meu cuturno de novo, eu fui me mexer e não consegui de novo. Dai eu fiz muita força pra sair dali, e eu consegui, dei um pulo da cama que o pessoal se acordou rsrsrsrs, e eu não ia falar o que aconteceu né, senão iam me taxar de maluco rsrsrs, então eu orei antes de subir na cama e fui dormir, até que peguei no sono e acordei acho que horas depois com alguém pegando na minha perna só que na hora que eu senti dei um chute que a mão saiu, então dormi tranquilo. No outro dia, fui falar para cabo o que aconteceu. Ele disse que aconteceu com ele também e com um monte de gente, e é bem comum aqui de vez em quando aparecer um que acordou sendo enforcado, ou que sentia uma mão e não conseguia falar nem se mexer. Espero que gostem desse conto, não é fictício, já aconteceu outras vezes comigo, mas não tão forte como essa. Comentem. Abraços.

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